Desde pequena, Lisel gostava de histórias de terror, as mais horripilantes eram suas preferidas. Ela sempre foi meio diferente das outras meninas, ela gostava de monstros e fantasmas, digamos que Lisel era uma garota corajosa.
Quando cresceu, decidiu que levaria a vida investigando os seres aterrorizantes, e a sua primeira descoberta seria na Floresta mal assombrada de Molching.
A lenda dizia que há muitos anos, naquele lugar, havia um cemitério, e ele era tão sombrio, que as pessoas começaram a plantar árvores para escondê-lo. Falaram que as almas das pessoas ali enterradas, não gostaram nada disso, e por isso assombram a Floresta até os dias de hoje.
Lisel estava animada, sua primeira investigação! Preparou tudo e levou uma câmera para registras os momentos e para poder comprovar a história.
Na Floresta, Lisel viu correntes por todas as partes. Ficou intrigada, mas continuou sua rota, precisava de um lugar para armar a barraca.
A primeira noite foi tranquila, e Lisel resolvel explorar o lugar pela manhã. Ela andou bastante, mas nada encontrou de tão importante. A noite chegou, a curiosidade de Liesel aumentou, e ela resolveu continuar explorando. Pegou sua câmera e entrou na mata fechada.
Ouviu ruídos, gritos, até achou que alguém estivesse ali para assustá-la. Depois vultos, barulhos de correntes sendo arrastadas pelos galhos secos no chão da Floresta. Ela parou, o medo já estava impregnando seu corpo, e em plena madrugada Lisel avistou a primeira alma. A alma por sorte, não era maligna, era apenas uma mensageira, veio avisar a garota dos perigos da Floresta de Molching à noite. Contou também que estava presa, que as correntes não a deixavam em paz, mas que as mesmas alegravam outras almas, principalmente na presença de vivos.
Lisel se deseperou, mas se conteve. Acampaou durante uma semana, e toda noite saía à procura de novas descobertas, as almas de longe a pertubavam, mas algo naquela Floresta a deixava obcecada.
Até o dia em que durante sua expedição, Lisel se perdeu, e acabou acordando a fúria ainda escondida dos mortos ali guardados. Eles vieram à sua procura, caçaram-na, destruíram a floresta à sua procura. A garota, assustava, tentava se esconder, já não estava tão feliz com as descobertas; as almas, enfim a encontraram, ela tentou correr, mas elas eram muitas, pegaram-na..
Caída no chão, a câmera captou os gritos de Lisel, uma chuva de respingos vermelhos, até entao não detectados, jorrava, até o momento do silêncio profundo.
Na entrada da Floresta, acharam sua câmera, e viram e ouviram os momentos de terror e crueldade, os últimos momentos de Lisel. Pela manhã, rondaram a Floresta inteira, mas Lisel nunca mais foi vista.
09/02/2012
Nenhum comentário:
Postar um comentário