" Eu sou aquela estrela pequenina no meio de uma constelação que você nunca parou pra observar. "

terça-feira, 24 de setembro de 2013

A Floresta mal assombrada de Molching

 Desde pequena, Lisel gostava de histórias de terror, as mais horripilantes eram suas preferidas. Ela sempre foi meio diferente das outras meninas, ela gostava de monstros e fantasmas, digamos que Lisel era uma garota corajosa.
 Quando cresceu, decidiu que levaria a vida investigando os seres aterrorizantes, e a sua primeira descoberta seria na Floresta mal assombrada de Molching.
 A lenda dizia que há muitos anos, naquele lugar, havia um cemitério, e ele era tão sombrio, que as pessoas começaram a plantar árvores para escondê-lo. Falaram que as almas das pessoas ali enterradas, não gostaram nada disso, e por isso assombram a Floresta até os dias de hoje.
 Lisel estava animada, sua primeira investigação! Preparou tudo e levou uma câmera para registras os momentos e para poder comprovar a história.
 Na Floresta, Lisel viu correntes por todas as partes. Ficou intrigada, mas continuou sua rota, precisava de um lugar para armar a barraca.
 A primeira noite foi tranquila, e Lisel resolvel explorar o lugar pela manhã. Ela andou bastante, mas nada encontrou de tão importante. A noite chegou, a curiosidade de Liesel aumentou, e ela resolveu continuar explorando. Pegou sua câmera e entrou na mata fechada.
 Ouviu ruídos, gritos, até achou que alguém estivesse ali para assustá-la. Depois vultos, barulhos de correntes sendo arrastadas pelos galhos secos no chão da Floresta. Ela parou, o medo já estava impregnando seu corpo, e em plena madrugada Lisel avistou a primeira alma. A alma por sorte, não era maligna, era apenas uma mensageira, veio avisar a garota dos perigos da Floresta de Molching à noite. Contou também que estava presa, que as correntes não a deixavam em paz, mas que as mesmas alegravam outras almas, principalmente na presença de vivos.
 Lisel se deseperou, mas se conteve. Acampaou durante uma semana, e toda noite saía à procura de novas descobertas, as almas de longe a pertubavam, mas algo naquela Floresta a deixava obcecada.
 Até o dia em que durante sua expedição, Lisel se perdeu, e acabou acordando a fúria ainda escondida dos mortos ali guardados. Eles vieram à sua procura, caçaram-na, destruíram a floresta à sua procura. A garota, assustava, tentava se esconder, já não estava tão feliz com as descobertas; as almas, enfim a encontraram, ela tentou correr, mas elas eram muitas, pegaram-na..
 Caída no chão, a câmera captou os gritos de Lisel, uma chuva de respingos vermelhos, até entao não detectados, jorrava, até o momento do silêncio profundo.
 Na entrada da Floresta, acharam sua câmera, e viram e ouviram os momentos de terror e crueldade, os últimos momentos de Lisel. Pela manhã, rondaram a Floresta inteira, mas Lisel nunca mais foi vista.


09/02/2012

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